Uruguai



Hospedagem em Montevidéu

Sem contato no país que pudesse me ajudar indicando lugares baratos, seguros e bem localizados, parti pro Google, que me levou ao Splendido Hotel & Hostel, decidi pelas indicações de hóspedes na fanpage do lugar, muitos elogios. Muito bem localizado, seguro, organizado, limpo, charmoso, cheio de história e, principalmente, barato. Uma escolha muito acertada! O Splendido fica no limite entre a Cidade Velha e o centro de Montevidéu, em frente ao Teatro Solís do lado da Praça Independência. As principais linhas de ônibus passam em um ponto do outro lado da rua.

Dos sons que ouvi!

Um fui atraído à jenela por esse som e essa cena. Não entendi muito o que estava acontecendo, mas curti. Uma das gratas maravilhas de ter me hospedado no Splendido Hotel e Hostel.

Avenida 18 de Julho e Praça Independência

E bem ali do lado do Splendido, cerca de 150m, o ponto turístico que é ponto de partida para qualquer outro passeio pela cidade, A Praça Independência. Prédios importantes para a história do país estão nessa praça, o palácio do governo, inclusive, fica aí. E lá no meio dela, uma grande estátua do onipresente General Artigas, no subsolo da praça tem o mausoléu dele.

Ao redor do hostel

O hostel fica na Cidade Velha, área histórica da cidade. Prédios antigos e museus, tudo muito bem conservado. Há duas quadras, uma rua charmosa com muitos comércios, restaurantes, cafés, lojas, casas de câmbio etc. Pra quem for para cidade turistar, 80% dos passeios podem ser feitos a partir dalí sem precisar de carro. Esta também é a zona portuária, de onde é possível pegar um navio que, em uma hora, te levará a Argentina pelo Rio del Plata.

360º da Praça Independência

Conjugando o verbo turistar na 1ª pessoa

Como a viagem foi a trabalho, pouco tenho a dizer sobre o turismo na cidade, mas os poucos passeios que fiz foram bem interessantes. A cidade em sí é toda turística, cheia de prédios antigos muito bem conservados. Andar pela 18 de Julho de ponta a ponta já oferecerá grandes pontos turísticos. Achei bem interessante o mirante no alto do prédio da prefeitura, passeio grátis e muito bom de se fazer. De lá é possível um view 360º da cidade. Na porta desse prédio tem um local de atendimento a turistas que funciona muito bem, com funcionários bem treinados e ótimo material de apoio.

Rambla

Banhada pelo Rio da Prata, o mais largo do mundo, a cidade tem muita água em volta dela, mas, nada que lembre nossas praias movimentadas pelo calor. Durante todo o dia eu encontrava com pessoas sentadas em pontos da orla bebendo mate e lendo livros. Livros são artigos corriqueiros nas paisagens uruguaias, ao menos na capital, vi gente lendo em todos os lugares, do ônibus, passando pelas praças, até a praia.

Fortaleza General Artigas

Precisei pegar 2 ônibus e ainda andar cerca de uma hora para chegar ao Monte Cerro, onde em 1811 foi inaugurada a Fortaleza Cerro, o ponto mais alto da cidade, de lá consegui ver toda a cidade. Foi meu passeio preferido, com certeza. Para entrar na construção é preciso pagar US$ 20,00, mas se você quiser aproveitar só de fora, eu preferi, não é preciso pagar nada além que o transporte para chegar aí, que é feito de ônibus até a base do monte e depois pega-se um táxi, eu preferi desbravar a natureza e escalar o tal monte. Valeu muito a pena. Embora o bairro na base do monte seja a periferia da cidade, senti um clima muito seguro, poucas pessoas nas ruas, tudo muito organizado e limpo, raríssimos lugares com alguma desorganização ou sujeira, nada que desfizesse a ótima impressão que a cidade deixou.

Locomoção

Fiquei hospedado em uma área estratégica pra quem utiliza o transporte público em Montevidéu, talvez isso tenha sido o responsável pela ótima impressão que tive do serviço. Com passagens a 26 pesos, algo em torno de R$3,50 (em tempos de real desvalorizado), os ônibus muito limpos e as linhas eficientes me fizeram desistir da locação de um carro. Senti que as pessoas faziam muito bom uso, o que contribuía para a experiência sempre agradável que foi utilizar o transporte público por lá. O próprio motorista recebe o pagamento das passagens e os uruguaios utilizam a porta da frente para entrar e sair do veículo, mesmo tendo a porta de trás disponível pra isso, ainda assim, a organização da entrada e da saída dos passageiros é de chamar a atenção. Vi pessoas indo para a balada em Pocitos, bairro badalado da cidade, de transporte público, também vi pessoas muito bem vestidas descendo de um ônibus às 20h para uma apresentação do Balé Bolshoi no tradicional Teatro Solís. Pelo que senti, não ter carro em Montevidéu não inviabiliza a rotina diária, muito menos a vida social.

Confere o clima de um ônibus que sai da principal avenida de Montevidéu rumo a um bairro da periferia, todo mundo sentado e com um som ao vivo. Achei interessante que quando esses artistas se apresentavam, todos aplaudiam ao final.

O uso de bicicletas é muito comum por lá, senti que elas convivem muito bem com os carros, o trânsito não é caótico, bem menos carros que por aqui, talvez isso contribua para essa convivência pacífica. Muitas placas indicando preferência para ciclistas, e essas estações para você locar uma bike. Vi as pessoas nas ruas com bikes muito equipadas, o que me fez crer que a magrela é realmente um estilo de vida bastante difundido. Outra coisa que me chamou a atenção foi que muitos homens chegavam pedalando para trabalhar nos prédios públicos em torno do hostel vestidos em ternos muito bem cortados.

Refeições

Acabei não aproveitando muito a gastronomia da cidade, me restringi às refeições triviais por motivos de sobrevivência mesmo, já disse que o orçamento para esta viagem foi apertado. Pela primeira vez senti falta de arroz, não foi fácil encontrá-lo nos menus dos restaurantes em que fui. Por falar em menu, a gente que é brasileiro, quando viaja já procura o tal self service, eu nem procurei, mas senti falta. De forma geral, as configurações de prato giravam em torno de verduras cozidas e carne ou uma massa e carne – e que carne, a melhor que já comi até hoje! E olha que já comi o famoso churrasco do Rio Grande do Sul! Sobre valores, encontrei bons restaurantes com preços bem justos para a qualidade do que serviram, de modo geral, cada refeição girava em torno de R$27,00. As quantidades sempre muito generosas, serviriam duas pessoas facilmente.

O café da manhã foi sempre o que estava incluído nas diárias do hostel. Básico, mas suficiente. Era servido em um café na rua de trás, muito charmoso. Um copo com suco de laranja, um com água, café puro ou com leite e dois croissants tradicionais. Se fosse para comprar separadamente sairia por R$11,00. Nem os famosos doces de leite eu experimentei, definitivamente, a grana curta me impediu de ter uma experiência gastronômica mais elaborada, mas as famosas tortas fritas não deixei passar. Em uma estação de ônibus, dessas de conexão entre linhas, ganhei uma do Keviin, não sei quanto foi, não dá para perguntar o valor de um presente, mas estava ótima.