Empreendedorismo na escola

Tenho me debruçado sobre o desafio de construir condições didáticas. Uma das lembranças mais marcantes dos meus dias como aluno era o fato de ser apresentado aos conteúdos escolares de forma descontextualizada, aquela situação que gera os famosos questionamentos do tipo; “pra que eu vou precisar disso na minha vida?”.

Lendo um texto da Nova Escola sobre produção de texto, vi algo que explica muito bem essa falha do nosso modelo de educação. Um subtítulo do texto diz;Os textos redigidos em classe precisam de um destinatário”, é essa a ideia que pode conquistar a adesão dos alunos em qualquer disciplina. Quando o aluno não se vê dentro de uma situação real onde ele pode aprender e praticar suas habilidades, fica ainda mais difícil conquistá-lo para a aula.

Nem sempre é possível ou viável criar essas situações, mas quando a aula acontece dentro de uma situação real, com problemas capazes de levar o aluno a sentir-se desafiado, os resultados são mais certos e o processo mais prazeroso.

É pensando nisso que, desde 2016, decidi convencer os alunos do 9º ano a dispensar a festa de conclusão do Ensino Fundamental que normalmente a escola oferece a eles. Desde o ano passado nós os ajudamos a levantar a grana que precisam através da venda de bombons, realização de rifas e etc. Eles se sentem muito mais realizados ao final, quando conseguem escolher como irão comemorar e pagar a comemoração, e no durante esse percurso uma série de situações didáticas que servem a diversos conteúdos escolares de variadas disciplinas, contemplando ainda as preciosas habilidades.

Nesta primeira semana aconteceu a primeira ação, produção e venda dos famosos geladinhos. Eles foram responsáveis pela compra dos materiais, orçamentos, produção, divulgação e venda. Daqui até o final do ano vamos aproveitar essas situações reais para inserir o máximo de conteúdos e os alunos ainda estarão conhecendo habilidades que já possuem e desenvolvendo outras. Bem fora da caixa, do jeito que eles gostam!

 

 

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